Nossa plataforma de trabalho tem base no Slack. Existem outras plataformas, mas o Slack é um bom ponto de partida para você que busca construir um grupo de pesquisa ou um grupo de trabalho que precise se comunicar de forma mais organizada e assíncrona.

A comunicação instantânea deixou de ser um problema com o Whatsapp. Mas o Whatsapp nos criou uma série de outros problemas. Para nós é premissa que trabalho e outros assuntos estejam separados e que nossos pesquisadores estejam efetivamente concentrados enquando se dedicam aos nossos projetos. Ao mesmo tempo, precisamos de agilidade na comunicação.

Bem, se você estiver no Whatsapp, o seu grupo será uma timeline apenas, confundindo a comunicação. Ou melhor, aplicativos como o Whatsapp são feitos no propósito de informar instantaneamente uma comunidade sobre um assunto apenas, de preferência um assunto simples. Além disso, é normal que você possa perder alguma notificação sem graves consequências. Isso simplesmente não serve ao nosso propósito.

A solução dada pelo Slack e suas alternativas é criar um canal para cada assunto, de modo que diferentes subgrupos habitem somente os canais de seu interesse.

Trocando em miúdos, o Slack é uma espécie de conjunto de grupos de Whatsapp, no sentido que cada grupo tem uma timeline. É claro que não é apenas isso, mas é preciso primeiro fixarmos alguns entendimentos mínimos para compreendermos todo o potencial das áreas de trabalho remoto.

Nossa área de trabalho no Slack muda ao longo do tempo, de tal modo que compartilhamos aqui o que está disposto hoje. Temos alguns grupos abertos (marcados com um íncone de #), nos quais separamos algumas comunidades. No nosso caso, as duas comunidades abertas que temos são para Ciência da Computação e Estatística.

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Temos também canais habitados por bots. Na verdade não é tão chique assim.

Os bots são integrações do Slack com outros softwares, de tal modo que as mensagens trocadas tanto servem de input quanto output. Isso quer dizer que os canais exibem mensagens no Slack, passivamente, ao atualizar o status de alguma atividade desempenhada fora dele. Ou então, ativamente, o próprio Slack envia um comando para que você possa operar o software integrado com o Slack, por meio de uma mensagem com sintaxe previamente estabelecida.

É mais fácil do que parece, pois a usabilidade da ferramenta é incrível. Tudo o que você precisa fazer é procurar por integrações disponíveis e convidar o bot respectivo para sua área de trabalho. A lista de aplicativos com integração com o Slack está disponível em sua loja. Escolha o aplicativo de sua preferência e, se isso ainda não faz parte do seu hábito, comece a se acostumar a conversar com ele por uma linha de comando.

Voltando ao assunto, para cada necessidade do nosso grupo existe um canal e muitas vezes existe um bot também. Para gerir as planilhas temos o canal do Airtable. Para escrita colaborativa temos o canal do Draft. E para gerir as referências bibliográficas temos o canal do Zotero.

Há também canais fechados (marcados com um ícone de cadeado), pois são reservados a pesquisadores que estão em atividade remunerada. Esse grupo presta contas por meio de uma espécie de folha de ponto, chamada Jibble. Além disso, os pesquisadores em projeto remunerado respondem a questões periódicas sobre o que fizeram, planejam fazer e as dificuldades que estão enfrentanado. O bot que cuida dessa manutenção se chama Tatsu. Por fim, temos o bot dedicado à gestão de tarefas com prazos estipulados, chamado Workast.

Algumas pessoas podem achar essa caixa de ferramentas sobrecarregada. Mas a verdade é que, se você se envolve em um projeto complexo, vai precisar gerenciar diversas frentes e o melhor é que elas estejam separadas.

Em breve voltaremos a publicar aqui postagens dedicadas a cada uma dessas ferramentas e esperamos ouvir como elas estão ajudando (ou não) o seu processo de trabalho.